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Adolescência e os reflexos do isolamento social

Em meio aos diversos impactos decorrentes da pandemia, estão os adolescentes, grupo singularmente afetado pelo sofrimento mental. Com o fechamento das escolas, cursinhos, parques, shoppings, clubes e praias, eles se veem privados de uma vida social que é fundamental para construção da sua identidade.

Pesquisas no mundo inteiro indicam um aumento significativo de quadros de depressão, ansiedade e estresse em toda população. E quando o assunto é adolescência vemos muitos outros prejuízos como: exposição e uso indiscriminado de celulares, computadores, tablets e videogame; alteração da dieta; diminuição ou escassez de atividade física; alterações do sono; abuso de álcool e outras drogas. 

Como se sabe, a adolescência é um período intenso, marcado por mudanças físicas, cognitivas e psicológicas, que alteram seu funcionamento biopsicossocial. Nessa etapa do desenvolvimento, o convívio e a interação com os pares fora do contexto familiar assumem um papel extremamente importante, ampliando as experiências do indivíduo para se inserirem na vida adulta com segurança e autoconfiança. Mas, como lidar com as necessidades sociais e emocionais dos adolescentes nesse período de isolamento social?

Nesse cenário, é importante que a família esteja atenta e aberta ao diálogo a fim de acolher, identificar e até mesmo, prevenir comportamentos que ponham em risco a saúde física e mental do(a) adolescente. É importante ainda estimular ações como: interação com amigos e familiares, mesmo que de forma virtual; participação em atividades de zelo da casa; diálogos que abordem fontes seguras e informações controladas sobre a pandemia; alternância entre momentos de descontração entre a família e momentos de privacidade para o adolescente; auxílio na organização e manutenção da rotina escolar;  auxílio na elaboração de planejamento semanal que contemple rotina escolar, atividade física/esportiva, responsabilidades domésticas e lazer/hobbies. Na definição dessas atividades, é fundamental haver diálogo para que a família e o(a) adolescente busquem juntos alternativas para esse momento.

Mesmo diante das dificuldades decorrentes do isolamento social, pais e cuidadores podem focar nas ações diárias de cuidado em saúde mental dos adolescentes. E, caso você sinta necessidade, busque o apoio de um profissional em Psicologia para ajudar o adolescente e a sua família a lidar melhor com as dificuldades. 

Esse período é difícil. A COVID-19 tem nos tirado muitas coisas, mas se olharmos com esperança para esse momento, tiraremos muitas lições, e aprenderemos a valorizar cada vez mais as relações humanas.

Por:
Wildma Maria Rodrigues
Psicóloga da Harmony Vida  & Saúde
CRP 17/2786

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